O romance que saiu sozinho em Brookhaven
Tenho que te contar essa, Panas. Uma tarde, eu estava em Brookhaven decorando uma casa, tudo quieto, quando dois jogadores entram e um deles solta 'olá família, estamos aqui, e a mãe?'. De repente, me tornei o irmão mais velho de uma família inteira que inventamos ali mesmo, sem concordar. Passamos cerca de uma hora montando o drama: uma briga por uma herança falsa, reconciliação na cozinha, o vizinho fofoqueiro mexendo nas ervas daninhas. Mais homens chegaram e cada um se tornou primo, amigo, até mesmo o cachorro tinha seu papel. Ninguém planejou, simplesmente aconteceu. Para mim, essa é a magia de Brookhaven: ela te dá uma cidade vazia e confia nas pessoas para trazê-la à vida. Saí rindo sozinha, de verdade. Por lei, esses dois nem se lembram de mim, mas ainda me lembro daquela família inventada até hoje. Para essas coisas, adoro o papel aqui.